23 de julho de 2009

Despenteia - se


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João - Para Bárbara
Mon petit.

Hoje aprendi que é preciso deixar a vida te despentear, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade.
O que é realmente bom nessa vida...
Despenteia - se, brincar.
Despenteia - se, rir até ficar sem ar.
Despenteia - se, viajar, voar, correr, entrar no mar.
Despenteia - se, fazer amor.
Despenteia - se, cantar até ficar roca.
Despenteia - se, beijar a pessoa mais amada.
Despenteia - se... E como??..
Então como sempre, cada vez que nos vejam, vamos estar com o cabelo bagunçado, mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz.
É a lei da vida:
Sempre vai estar despenteada a mulher que decidir ir no 1º carrinho da montanha de russa, que aquela que decide não subir.
Entregue - se. Beije, abrace, dance, apaixone - se, relaxe, admire uma paisagem, e acima de tudo, deixe a vida continuar te despenteando. O pior que pode passar é que rindo em frente ao espelho, você precise se pentear de novo...
E sabendo que quando encontrarmos, no seu cabelo só falta a minha mão.
Despenteia - se.
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Bárbara - Para João.
Et à apaiser mon coeur.

2 de julho de 2009

Entre as coisas mais lindas que vivi







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Ele me concebe uma dança.
Pede aos músicos que toquem uma marcha... Mas eu não sei dançar isso!
Ele como sempre cavalheiro: "Eu guio você".
Um momento mágico...
Eu não fazia a mínima idéia do que estava dançando, os passos ia acontecendo, nossos pés no palco de terra foi criando um ritmo, dois pra lá, três pra cá, em alguns momentos tropecei, toda destrambelhada quase levo os dois para o chão, ele mais uma vez cavalheiro: " Não é difícil, apenas siga meus passos"...
Assim foi A Dança Da Vida'.

Super Homem.
O tema escolhido pra festa. Não teria outro melhor.
Um homem. 11 filhos. Vários netos. Alguns bisnetos. Dois tataranetos. Muitos amigos...
Uma bela historia.
Facim Veloso, 88 anos.
Forte, simples e puro assim defino meu avô.

Linda. Assim defino nossa festa.

Quando vejo o que aconteceu naquele sábado, eu acredito que ainda existe coisas bonitas. Que vale a pena passar por dificuldades... Que isso ajuda a crescer.
Que eu não preciso viver como “essa gente insiste em viver”...
A vida fica tão simples quando olho pra Sr. Facim e vejo aquele sorriso mais sincero.
A vida fica tão simples quando ouço: “O maior presente que posso ganhar, eu já ganhei, ter vocês todos aqui... Minha família”.

Obrigada Veloso e (as).
Por sentir família. Por me fazer enxergar as coisas simples da vida.
Deixo no final a palavra que define tudo isso e que entrego a todos vocês SEMPRE.
Amor.

28 de maio de 2009

Passado. Presente. Futuro ?











' Vocês sonham com um mundo melhor para seus filhos.
Porque não 'pensam' em filhos melhores para o mundo?'
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21 de maio de 2009

Agora.

Um dia desses aí pra trás perguntaram ao um sábio:
" Quem é, e que momento foi mais importante pra você?"
O sábio disse:
"Mais importante pra mim é esse momento e com quem estou agora".

29 de abril de 2009

Trilha

Veja - Margarida
Vital Farias

Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida

Arranjar meio de vida, Margarida
Pra você gostar de mim
Essas feridas da vida
Margarida...
Essas feridas da vida, amarga vida
Pra você gostar de mim

Veja você, arco-íris já mudou de cor
E uma rosa nunca mais desabrochou
E eu não quero ver você
Com esse gosto de sabão...na boca
Arco-íris já mudou de cor
E uma rosa nunca mais desabrochou
E eu não quero ver você
Eu não quero ver...

Veja meu bem, gasolina vai subir de preço
E eu não quero nunca mais seu endereço
Ou é o começo do fim...ou é o fim...

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23 de abril de 2009

Manicômio.

Mostra de Resultados - Julho 2009
Escola de Teatro PUC Minas

Conto - Manicômio
Por Bárbara

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Relato

Está frio. O cobertor não me aquece, sinto uma dor na espinha, e um calafrio no peito. (Pausa - Respiração forte). Escuto de longe apenas o eco da conversa no final do corredor. Aqui não consigo saber se é dia ou noite, a janela fica distante da cama e a cortina o tempo todo fechada. Sei que existe mais de 1585 azulejos brancos formando o teto, e que na segunda coluna da esquerda faltam três, (Confusa) demorei um mês para fazer esse cálculo porque a luz aqui é fraca e nem sempre vejo com nitidez. Tive a companhia de muita gente, raramente fico sozinha no quarto, não me lembro o nome de todos, a memória está falha, minha cabeça dói... (Suspiro - Ofegante)
Existem aqueles que não gostam de conversar.
(Pausa)
O silêncio me incomoda! (Irritada)
... Tento puxar assunto, mas não sou correspondida, é estranho porque parece que são impedidos de falar. Ao contrário destes, tinha um que gritava sem parar (Aumenta o tom de voz), ele pedia socorro, chamava por Deus, pedia perdão, e ninguém aparecia para ajudar. (Abaixa o tom de voz) Isso me incomodou muito. Era tão alto, eu não entendia... Será que só eu estava irritada com os berros daquele moço?(Olhar vago - Confusa)
Ele olhava bem dentro dos meus olhos, e eu podia ler seus lábios mesmo não se mexendo, queria que o ajudasse, mas como?
... Com as mãos e as pernas amarradas, eu não podia (Angústia - Medo)
(Pausa - Som - Trilha)
...Eu sonho sempre que estou do lado de fora daqui, chego a sentir meus pés tocando o chão (Feliz - Deslumbre - Prazer de momento)
(Pausa - Silêncio)
Eu não sabia como era lá fora até conhecer Tomás, é meu melhor amigo, está no quarto ao lado do meu. (Fala firme - com convicção)
... Ele tem tristeza no olhar, mais quando vem me visitar conversamos muito... Me conforta.
Um dia, entrou aqui no quarto fechou a porta e foi correndo em direção a janela, empurrou a cortina e me contou como era lá fora: (Exaltada - Fascinação)
“Disse que tinha um lago com uma cascata no meio, muitas flores, pássaros, as pessoas ficavam sentadas nos bancos lendo, conversando. Árvores, muitas delas... Ar puro... Ele me descreveu a paz..”
(Mantém exaltação - seguindo Pausa/Tristeza/Confusão)
Até que alguém abriu a porta e eu nunca mais vi Tomás...
"O silêncio do quarto é interrompido pela porta abrindo"
- Veio trazer meu jantar?
- Já disse pra não falar comigo. (Seco - Preparando injeção)
- Preciso conversar com alguém, já faz tão tempo que ninguém entra nesse quarto. (Calma)
- Ninguém jamais entrou nesse quarto. Além de mim. (Olhar fixo)
(Pausa - Silêncio/Trilha)
- O que aconteceu com Tomás? (Desconversa)
- Tomás? (Assustado)
- É... O paciente do quarto do ao lado, que sempre vinha me visitar, depois daquele dia que você pegou ele aqui na janela, eu nunca mais o vi...
Estava me contando como é lá fora... Você podia abrir a cortina um pouco, queria tanto poder ver as árvores... (Falar pausadamente)
- Quer que abra a cortina pra ver as árvores? Que árvores? (Ironia)
- As que o Tomás me descreveu.
"O enfermeiro vai até a janela e empurra a cortina".
- Ta vendo alguma árvore aqui? (Seco)
- Um muro branco. (Decepção)
- É isso mesmo. Um muro, cadeado e uma grade. Essa é sua realidade. (Agressivo - Aplica injeção)
(Pausa - Dor/Gemido/Grito)
- O Tomás mentiu pra mim.
- Para de falar nesse Tomás. (Segurando seu rosto)
- Ele é meu amigo.
- Esse cara era um psicopata. Um maluco. O pior paciente que já existiu aqui... (Exaltado)
Um infeliz, que ainda por cima era cego... Não aguentou a vida fria do manicômio, morreu amarrado nessa cama, neste quarto... Há mais 15 anos.