17 de outubro de 2010

Sarau de Poesias










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O tempo passa? Não passa.

Drummond

O tempo passa ? Não passa 
O tempo passa ? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade. 

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Casa do Charles 09/10/2010

6 de outubro de 2010

Pelo Brasil seguir mudando!



RETROCESSO É IGNORÂNCIA DEMAIS.

Não quero acreditar que jovens estão querendo entregar o nosso país de novo nas mãos de tucanos capitalistas.
Depois de 8 anos seguindo em frente, não quero andar pra trás.

 ACORDA BRASIL!!
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Leonardo Boff, na Carta Maior
O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?
É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.
Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.
Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de seu meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.
Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.
O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.
Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.
José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.
O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.
Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.
Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.
É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.
Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

4 de outubro de 2010

Poesia'

4º Temporada Vila dos Mortos (Set. 2010)




Oficina UMA Companhia 2010




Prefeitura de Belo Horizonte - 2008

Escola de Teatro PUC Minas 2009




CEFAR - FOTOS DANILO CURTISS

CEFAR - TEATRO NA EDUCAÇÃO - 2010









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"O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana." (Federico García Lorca)

3 de outubro de 2010

Meu bem! Eu já tenho meu candidato.


Campo minado...   
Andar no centro de BH nesse período de campanha eleitoral foi OSSO! 
A poluição visual e auditiva era geral, sem contar as diversas passeatas, bandeiradas, carreatas, e o “escabal” que os candidatos e seus “apoiadores” resolviam fazer na Av. Afonso Pena, em horários que normalmente já é um “inferno”, eles contribuíam para a “zona geral”.  POR FAVOR, não me entendam mal, desta vez não estou “tão irritada” assim com as eleições (lembrando o texto dedicado as eleições de Prefeitura de BH que fiz em 2008 – Texto E agora Zé?) A questão que me incomoda, é a forma que os candidatos usam para se “promover”. Tudo bem que o voto é obrigatório (desde já pergunto: Onde está a democracia??), mas isso não quer dizer que aquele que conseguir pregar mais adesivos em carros nos sinais de trânsito, o que mais entupir de panfletos a caixa de correios de mais bairros na cidade, aquele que no final da tarde tiver mais santinhos no chão da praça Sete... Vai se eleger. 
É como se eles quisessem poluir você. 
Outro dia correndo como sempre... Atrasada como sempre, desci do ônibus na caetés e fui subindo a Rio de Janeiro, com mochila nas costas, bolsa de um lado, pasta do outro, eu tive que me desviar nesse caminho, de mais ou menos umas 12 pessoas que queriam me entregar panfletos. No mesmo dia na hora do almoço entrando na Secretaria de Saúde uma equipe de algum candidato que nem lembro o nome e o cargo, estava “armada” só esperando as pessoas entrarem ou saírem para ser abordadas, quando a moça veio me entregar eu falei o que falo para todos “Não, valeu”, só que ela veio atrás de mim e “enfiou” o papel na minha cara, eu educadamente “Meu bem, eu já tenho candidato”, ela não desistiu, continuou com o papel na minha cara “Mas conhecendo o nosso candidato você vai mudar de idéia”.... Bárbara respira fundo, respeita o trabalho da moça... Quer saber? Vai pra P****. Respeitar o C***, eles enchem seu saco, poluem as ruas da cidade, e atrapalham o trânsito de pedestre, mas eu nem precisei estressar com a moça, um cara “irritado” como eu nesta situação gritou na porta do elevador “Oh MERDA! Além de agüentar isso na rua o dia inteiro, à noite na sua TV, agora vai ser dentro do meu trabalho?”.
Isso é muito chato gente. Deixo aqui minha indignação e meu incomodo. 
Eu entendo que é necessária a panfletagem e etc., para divulgação dos candidatos, mas será que precisa ser dessa forma. Eu tenho certeza que assim como eu, tem muitos de saco cheio!
Amanhã meus votos estão certos. Estou acreditando nos candidatos que escolhi. Uma tristeza apenas em não votar no Patrus (mas não vai rolar votar no Hélio, ainda mais ter que engolir Patrus como vice. Não dá para entender essas “coligações”). Continuo apostando na esquerda e acredito que Dilma leve no primeiro turno. Uma mulher na presidência. O PT no poder a 12 anos. Quem diria!? Apesar dos pesares o governo do Lula foi bom para o país e assim acredito que será o de Dilma.
Eu escutei muita gente dizendo por aí que só tem candidato ruim e que vai votar em branco, eu não concordo. Agora votar em branco é colocar nas mãos dos outros toda a responsabilidade que deveria ser dividida com você.