3 de abril de 2011

Na cozinha com a Bá

Prato: Macarrão de panela de pressão
Ingredientes:
1 pacote de macarrão penne
1 lata de creme de leite
1 lata de extrato de tomate
1 tablete de caldo knorr
100 gramas de mussarela
1 lata de milho verde e azeitona sem caroço (se quiser)
Carne: 1 peito de frango (desfiado) ou meio kilo de carne moída
Óleo e tempero

Modo de preparar:
1 - Coloque na panela de pressão a carne escolhida. Tempere a seu gosto.
2 – Depois da carne pronta, com a panela ainda no fogo, coloque uma quantidade boa de óleo na panela (porque o macarrão costuma grudar no fundo). O tablete de caldo knorr. A lata de creme de leite. A lata de extrato de tomate. O macarrão e meça 2 latas de extrato de tomate com água (ou dois copos americanos de água). Misture e tampe a panela. Depois de pegar pressão marque 3 minutos.
3 – Após os 3 minutos, o macarrão vai estar pré-cozido, coloque mais um copo de água (ou se estiver muito seco, coloque mais água), o milho e a azeitona (se desejar). Misture, tampe a panela e marque mais 2 minutos após a pressão.
4 – Coloque as fatias de mussarela em uma travessa ou tabuleiro e jogue o macarrão por cima.
Pronto.
Sugestão: Servir com arroz branco e uma saladinha e claro o vinho.

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Prato: Lasanha de frango com molho branco

Ingredientes:
1 pacote de massa para lasanha
1 lata de creme de leite
1 lata de milho verde
100 gramas de presunto e mussarela
1 peito de frango (desfiado)
Azeitona sem caroço (se desejar)
Orégano
3 colheres de maisena
1 copo grande de leite
Azeite, manteiga e tempero

 Modo de preparar:
1 – Com o frango já desfiado, refogue e tempere como desejar. Eu uso sal com alho, orégano, azeite e sazon.
2 – Para o molho branco coloque na panela azeite, a lata de creme de leite, misture no copo de leite as 3 colheres de maisena e depois coloque na panela. Misture em fogo baixo (cuidado para não criar pelotas). Tempere o molho branco com sal e alho (equilibre o tempero do molho branco com o do frango). O ponto certo do molho branco para mim é quando ficar pesado a mistura.
OBS: Esse molho branco foi uma invenção minha. Mas da certo. Só tem que tomar cuidado para não engrossar e criar pelotas.
3 – Com o molho pronto misture na panela o milho, a azeitona, e o frango.
4 – No tabuleiro comece montando a lasanha pela massa. Antes unte com manteiga. Vai montando em camadas massa, molho, massa, molho. Deixe o presunto e mussarela para ultima camada. (cuidado para não ficar muito pesada a lasanha, com camadas demais).
5 – Por ultimo coloque azeite e orégano. Coloque papel alumínio e coloque no forno pré aquecido. O tempo varia da temperatura do forno. (mais ou menos 9 minutos)

Sugestão: Servir com arroz branco e uma saladinha e claro o vinho.

Sobremesas         

Brigadeiro de panela
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 colher de manteiga
3 colheres de achocolatado

Modo de preparo:
1 – Coloque na panela a manteiga e quando derreter jogue o leite condensado e depois as colheres de achocolatado. Misture em fogo baixo. O ponto certo é quando o brigadeiro começa a soltar da panela. (cuidado para não queimar, ou ficar chiclete, tem que ser em fogo baixo).

Mouse de maracujá
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
3 maracujás
gelo
Modo de preparo:
1 - Bata no liquidificador a polpa do maracujá (sem semente), com a lata de creme de leite, a lata de leite condensado + gelo. Quando mais bater no liquidificador melhor fica.
2  - Coloque numa travessa e jogue a polpa com as sementes por cima do mouse. Coloque para gelar. Bem gelado fica mais gostoso.

FOTOS: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001626139339#!/album.php?id=100000031978778&aid=53018

29 de março de 2011

Diário de uma nova educadora - Parte II

Viver um dia após o outro.
Esse tem sido meu lema.

E minha aliada é a famosa paciência, que até então não era muito presente na minha vida, tenho feito exercícios de paciência que ultrapassam o poder de qualquer yoga...

Os dias no projeto não tem sido fáceis.  Com tempo eu consegui cativar carinho de uns e com muito custo respeito. Mas, infelizmente impor o respeito é um dos maiores problemas que estou enfrentando nas aulas. Os meninos são de famílias desestruturadas, são poucos que contam com a presença de uma mãe (que faz o papel de mãe) e fica complicado exigir respeito, quando eles não têm isso em casa.
Aquele aluno que apronta, que “xinga” uma professora, que não respeita ninguém no programa, é aquele que têm uma mãe alcoólatra e um pai preso e é cuidado pela avó junto com mais 6 irmãos, numa casa de 3 cômodos...
Já se foram dois meses de trabalho, e apesar de pouco tempo eu vivi tanta coisa ali que parece tempo demais... É tudo muito intenso e mesmo não querendo, você acaba se envolvendo muito.  É uma realidade muito dura a vida dessas crianças e adolescentes, tão diferente da minha, tem historias que parecem roteiro de filmes.
E diante disso eu fico nesse dilema: Quero dar minha aula. Quero ser respeitada. Quero que os alunos se interessem pela arte. Quero mostrar a eles um mundo diferente. Quero apresentar músicas, poesias, cores que eles nunca viram. Quero que eles acreditem em mim e assim juntos construirmos uma outra realidade. Quero conseguir fazer eles enxergarem que existem oportunidades, e que elas estão aí, basta a gente querer...

Relato: Estávamos fazendo aula ao ar livre, trabalhando com reciclagem, e eu perdi o controle da aula. Em menos de um minuto, eles jogaram tinta para todo lado, era menino correndo, brigando, chorando, e eu louca atrás deles, gritei com um...
 Um aluno de comportamento sempre difícil. E ele ficou parado quieto, só ouvindo meu “sermão”, que na verdade não era só para ele, mas naquele momento foi ele que “pagou o pato” pela confusão, depois que terminei, ele olhou para mim e falou: “Você é tão bonita professora”. Me abraçou apertado e voltou pro seu lugar.

Neste momento estamos ensaiando duas peças que escrevi. Uma está dentro dos temas que temos que trabalhar que é a dengue, no inicio foi ótimo, estavam empolgados, o texto ficou divertido, a proposta é de informar a população, vamos apresentar para a comunidade e talvez levar a peça para as escolas, e eles adoram a idéia de apresentar fora, se sentem importantes...
Mas logo vieram os problemas.
... Preguiça de ensaiar, aluno que saiu fora no meio do caminho, o outro que saiu porque o colega saiu, e quando “pega” eles na responsabilidade, temos que ensaiar, tem que decorar texto, tem que construir o cenário... Aí vem o corpo mole.
Depois de uma reunião, troca de alunos e personagens e uns puxões de orelha a coisa voltou a andar. Estamos confeccionando os figurinos, está sendo muito bacana.
A outra peça é um Show de talento, estilo um desses programas de calouros. No roteiro temos a apresentadora e três jurados. Os candidatos são os próprios alunos que tocam e cantam. Minha intenção foi abrir um espaço para os alunos mostrarem seus talentos e temos alunos muito bons, que tocam violão e cantam.

20 de fevereiro de 2011

Diário de uma nova educadora - Quando tudo começou...

Quando tudo começou...
A proposta de emprego veio através de um amigo da Cia de teatro, fiquei anestesia no primeiro momento. Para a entrevista preparei em uma noite toda minha papelada de tempos de estudos, montei meu portfólio (que já deveria estar pronto há muito tempo), juntei minhas anotações do estágio do ano passado e fiquei ensaiando o que iria dizer...
Na manhã seguinte, numa sexta-feira, em um papo de mais ou menos uma hora o emprego era meu: “Você começa na segunda-feira”.
Educadora. Oficina de teatro de um projeto social. Seis turmas por dia, aula de 50 minutos, publico alvo do programa: crianças e adolescentes carentes, moradores de comunidades com índice elevado de pobreza. Na vida desses meninos: Violência, drogas, falta de estrutura familiar, carência...
Com uma vontade imensa em fazer “muito” e com um medo do novo, eu preparei meu primeiro plano de aula para o projeto. Passei o domingo lendo minhas anotações, meus arquivos de jogos e atividades, reli algumas páginas que havia marcado do livro da Viola... Percebi o quanto foi valioso ter Marina Miranda e Danilo Curtiss como professores, Águeda Kallas como orientadora do estágio (mestra), quando comecei a pesquisar meu caderno de estudos do ano passado, valeu à pena anotar tudo, xerocar tudo. Quantas sabedorias me passaram. Saudades!
Na segunda-feira quando saí de casa ainda era noite (5:30 da manhã), estava com energia radiante,  a caminho do projeto as pessoas que cruzaram comigo no ônibus, depois no centro de BH, depois no ônibus de novo, podiam perceber  minha felicidade, estava me sentindo “grande”, dali a diante,  eu ia fazer a diferença...
Isso era muito importante para mim.
O meu primeiro dia não foi como espera. Não consegui cumprir meu plano de aula e em umas das turmas mal consegui me apresentar. A primeira impressão não foi boa. Percebi os meninos agitados, agressivos e alguns mal-educados. Teve uma turma que tive que parar a aula, pois já estava sem voz e sem energia para continuar. Nesse momento minha vontade foi de sair correndo e nunca mais voltar...
Voltei arrasada. Chorei...
Chorei pelo meu fracasso, pela decepção, pela frustração, pela minha escolha, pelas dúvidas que surgiram...
Fiquei triste pela realidade daqueles meninos.  Pela educação do nosso país. Pelo futuro que os esperam e pela falta de esperança...

“Você é capaz meu amor”. Depois de muito desabafo ao telefone. Ele tem o dom de acalmar meu coração. Como eu queria um abraço naquele dia, um carinho... Eu ia chorar, chorar, e ele fazendo um cafuné ia dizer: “Eu estou aqui”.
Ouvi conselhos do meu pai, fala sempre palavras bonitas, confia em mim e isso me dá segurança.
Mas o negocio era eu e EU. Não ia desistir tão fácil, peguei fôlego, resgatei energias e preparei meu segundo plano de aula...
Foi mais tranquilo. Começamos a conversar sobre um projeto de peça, percebi o interesse em teatro de alguns e a falta de compromisso em outros...
Educar é paciência, sabedoria, compreensão, amor, carinho, escuta...

Eu me sinto tão “preparada”, cheia de idéias, planos, projetos... E ao mesmo tempo me sinto “crua”. Mas acho que é isso, educar é aprender, nunca vamos estar preparados o suficiente...
Eu quero subir um degrau de cada vez.

13 de fevereiro de 2011

O acaso, amor e seus desastres – Cap. III

O acaso – Cap. III
Acaso no dicionário: Fato imprevisto. Casualidade. Destino, sorte.



O chopp no lugar de sempre. Desta vez o brinde vai ser em comemoração. Um encontro que seria para dois acaba sendo para três. O destino? O acaso? Uma coincidência desagradável?
- Cheguei! Nem acredito que consegui a vaga no restaurante. Finalmente vou sair daquela churrascaria fedorenta. Quem sabe até consigo voltar a comer carne, eu parei porque enjoei do cheiro... Não aguentava ver carne vermelha na minha frente, passava o dia inteiro com aquele cheiro de churrasco...
Luísa ao garçom.
- Ezequías, traz um chopp caprichado e sem colarinho, você sabe.
Sarah, eu nem sei como dei conta de fazer aquele prato depois daquela confusão com o cara ignorante da bicicleta... Eu cheguei ao restaurante tremendo... Ah! Mas deu certo, vamos comemorar... Um brinde a nova fase e sem cheiro de carne assando.

- A nova fase!!!

- As coisas estão mudando pra você, seu mês é de novidades, uma sintonia astral perfeita para reforçar sua autoconfiança e assim pronta para construir uma nova realidade no campo do amor. Lembra que te falei? Seu mapa astral está entrando na casa nove, isso significa sonhos realizados e uma fase de inspiração, vai acontecer um encontro...
- Lá vem você com essas historias de que vou encontrar o “amor perfeito”.
- Amor perfeito eu não sei. Mas que vai encontrar alguém que vá mexer com você, isso vai...
- O que foi? Porque tá me olhando desse jeito?
- Você tá de uniforme?
- Tô. O quê que tem?
- Eu tenho uma surpresa pra você.
- Aé? Que delicia! O que é?
- Chamei o Miguel para vir comemorar com a gente, e ele já ta chegando, acabou de me ligar...
- Não acredito que você fez isso comigo... Tinha que me falar...
- Aí não seria surpresa... E também se eu te falasse você não ia concordar, ia encher de “caraminholas” na cabeça e não daria certo.
- Como vou conhecer uma pessoa assim? Eu to fedendo a churrasco, estou de uniforme sujo, com o cabelo desse jeito...
- Eu não sabia que você viria de uniforme.
- Eu não sabia que tinha um encontro.
- Vai ao banheiro e passa um batom, um blush e tá tudo certo...
- Por isso a Senhorita veio com historinha de mapa astral no campo do amor... Ah Sarah, sua bandida.
- Vai ao banheiro logo. E prende esse cabelo pelo amor de deus.

Luísa volta do banheiro e Sarah já não está mais sozinha na mesa.

- Ela voltou... Então... Miguel essa é a...
-... A roda dura!!!
- O ignorante da bicicleta!!!
- Isso só pode ser piada...
- Não acredito!
- Sarah, esse aí, é o grosso que eu tive a infelicidade de esbarrar na terça-feira...
- Sarah, essa aí, é a roda dura que quase me matou na terça-feira...
- Que brincadeira é essa Sarah??
- Eu não acredito no que está acontecendo...
- Pera aí gente!!! Vocês dois não percebem? Isso é coisa do acaso, destino... Eu sabia, não é coincidência.
- Para com isso Sarah... Você não está entendendo. Esse cara foi aquele que armou aquela confusão comigo no meio da rua, lembra? Ou quer que eu conte de novo?
- Eu já escutei essa historia mais de uma vez Luísa... E vocês dois parem de se alfinetar. Vamos parar de agir feito criança birrenta, somos três adultos... Me  deixam fazer as apresentações... Miguel essa é a minha amiga que te falei Luísa, Luísa esse é o meu amigo Miguel.
- Que palhaçada!
- Luísa!
- Destino? Isso é praga!
-Miguel!
- Tô indo embora...
- Não Luísa, é a sua comemoração...
- Eu vou embora! Afinal é a sua comemoração... Valeu Sarah pelo convite, depois a gente se fala.

- Um amor no meio de uma confusão... Quer confusão maior do que essa de terça-feira?
- Você não está falando sério?
- É obra do acaso.
- Se continuar falando disso eu vou embora.
- Tá bom, desculpa. Vamos pedir outra bebida.
... Só mais uma coisa... Você jura que não achou essas coincidências estranhas?
- Achei uma coincidência desagradável!

Continua...

5 de fevereiro de 2011

O acaso, amor e seus desastres - CAP. II

O encontro – Cap. II

Encontro no dicionário - Ato ou efeito de encontrar. Casual posição face a face com uma pessoa ou coisa. Colisão de dois corpos. Achado.
Um sol de 50º. Uma terça-feira estranha e corrida.  Luísa entra no carro e liga o som (Chico Buarque canta A bela e a fera)... Ansiosa. Confere mais uma vez o seu livro de receitas. Faz algumas anotações, olha as horas no celular e liga o carro correndo...

- To atrasada!          

Um barulho. Luísa para o carro com uma freada “que grita”.

- Ai meu Deus! Eu matei uma pessoa.

Sai correndo de dentro do carro...
Um cara caído. Uma bicicleta amassada. E várias coisas espalhadas pelo asfalto.

- Moço desculpa, eu não te vi... Tá tudo bem? Você tá bem? Ai meu Deus... Tá sentido alguma coisa?
- Roda dura! Puta que pariu! Como assim não viu?!...   
- Me desculpa. Por favor, você passou correndo com a bicicleta bem na hora que eu estava dando ré, realmente eu não te vi... Você quer fazer uma ocorrência? Vamos ligar para polícia, tem um ponto de apoio deles bem aqui perto....
- Você é muito roda dura. Como você da uma ré no carro sem olhar pelo retrovisor... Podia ter me matado sabia? ...Ai merda minhas costas.

Luísa tenta levantar o cara. Nervosa ela disfarça e tentando passar uma calma “forçada”, fala com palavras bem doce, quando na verdade queria gritar... “SOCORRO! Eu quase matei um cara.”

- Moço. Desculpa. Deixa eu te ajudar? Pera aí... É melhor você ficar aí no chão, eu vou ligar para ambulância...
- Ficar aqui no chão... Tá louca? Vai passar um carro em cima de mim e das minhas coisas.
- Deixa eu te levar para um hospital então? Você pode ter fraturado alguma coisa.

O cara não está nem um pouco a fim de facilitar a situação. Ele levanta e gritando com Luísa começa a juntar seus pertences que estão espalhados pelo chão. Começa a juntar um aglomerado de pessoas ao redor.

- Não, eu não preciso de hospital, nem polícia, nem ocorrência... A única coisa que fraturou aqui foram meus rolos de filmes novinhos, minha câmera e minha bicicleta...

Luísa começa a ficar sem graça, já tem uma multidão de pessoas observando...

- Eu sei que você ta nervoso, e que eu cometi um erro, apesar de não ter culpa... Mas eu estou tentando fazer alguma coisa para ajudar e... Estou querendo amenizar a situação...
- Cometeu um erro e não teve culpa? Como pode? Você devia ser proibida de dirigir, está colocando em risco a vida das pessoas...

- Está começando me ofender... Não precisa dessa ignorância toda, já disse que assumo meu erro. Vamos fazer uma ocorrência?
- Nãoo! Mulher no volante é nisso que dá.

Agora Luísa “chutou o pau da barraca”.

- Grosso. Não quer chamar polícia?? Tudo bem... Vou assinar um cheque...

Luísa vai até o carro, pega sua bolsa, seu talão de cheques e começa a preencher...

- Compra uma bicicleta nova e esse rolo de filme... Você quer quanto?

Parece que o cara começou a ficar empolgado com a multidão, e resolveu fazer um drama, transformando o asfalto num palco.

- Vocês estão vendo?? Quase me mata e agora quer me comprar... E isso que as pessoas capitalistas fazem... Acham que tudo pode ser comprado com dinheiro... Pessoas egoístas... O mundo já está cheio de pessoas assim. Você é só mais uma. Vai assinar um cheque e está tudo resolvido?

Entre vaias e euforias...
Naquela rua numa terça-feira comum, um atropelamento vira uma cena de filme. E as pessoas estão atentas, com os olhos fixados naquele casal, todos querem saber qual será o final.
O cara está adorando toda aquela confusão. E Luísa quer correr dali...

- Você é muito ignorante. Está querendo fazer barraco. Aparecer... Eu não vou ficar aqui participando disso. Todos aqui estão de prova que eu tentei resolver, fazer uma ocorrência, te levar para o hospital e até pagar os danos... Eu não atropelei você por querer...

Uma Senhora com a sacola pesada de feira grita: “Isso mesmo! Não liga pra esse cara não, minha filha, ele é um doido...”

- E tira essa bicicleta daí do caminho que eu vou passar.

Luísa entra no carro e vai embora ao som de aplausos. O cara termina de colocar suas coisas na mochila e saiu empurrando a bicicleta amassada.

A senhora da sacola de feira pesada de novo: “Doido!”

As pessoas vão se afastando e a terça-feira naquela rua volta à normalidade.
                                                                                                   

3 de fevereiro de 2011