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O pai está na sala de jantar.
Em cima da mesa pastas pretas, calculadora, documentos, papéis e mais papéis.
O menino chega euforico e fala entusiasmado:
- Pai, descobri o que eu vou ser quando crescer!
O pai concentrado nos papéis, responde seco:
- Você já me disse isso filho.
Continua a frase sem olhar para o filho:
- Vai ser astronauta.
O menino responde com firmeza:
- Não pai. Não quero ser mais astronauta. Decidi que vou ser ator.
Esperando uma resposta do pai.
Silêncio.
Continua o menino:
- Vou ser ator. Porque assim vou poder ser todas as profissões do mundo!
Relato do pai de Rafael (Aluno do Teatro I no Palácio das Artes).
25 de junho de 2010
7 de junho de 2010
Palácio das Artes
Fotos Danilo Curtiss
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Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!
Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Por que a gente é desse jeito
Criando conceito pra tudo que restou?
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo!
Descobri que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente rezando no escuro, tem gente sentindo ausência!
Teatro Mágico - Eu não sei na verdade quem eu sou.
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Meninas são bruxas e fadas,
Palhaço é um homem todo pintado de piadas!
Céu azul é o telhado do mundo inteiro,
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro!
Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Por que a gente é desse jeito
Criando conceito pra tudo que restou?
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo!
Descobri que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente rezando no escuro, tem gente sentindo ausência!
Teatro Mágico - Eu não sei na verdade quem eu sou.
26 de maio de 2010
28 de abril de 2010
19 de abril de 2010
SALA DE ESPERA PARA LUGAR NENHUM
Homem escutando a terra - Marco Paulo Rolla
"Da arte à antiarte, do moderno ao pós-moderno, da arte de vanguarda à contra-arte, a abertura é sempre maior. O horizonte da arte, hoje, é aberto, impreciso. Situações, eventos, rituais ou celebrações - a arte não se distingue mais, nitidamente, da vida e do cotidiano. (...) A vida que bate no seu corpo - eis a arte. O seu ambiente - eis a arte. Os ritmos psicofísicos - eis a arte. A vida intra-uterina - eis a arte. A supra-personalidade - eis a arte. Imaginar - eis a arte. O pneuma - eis a arte. A apropriação de objetos e de áreas - eis a arte. O puro gesto apropriativo de situações humanas ou vivências poéticas - eis a arte."
Frederico MoraisExposição Palácio das Artes - Galeria Genesco Murta
15 de Abril - 09 de Maio
Marco Paulo Rolla - Wagner Rossi Campos - Juliana Alvarenga - Paulo Nazareth11 de abril de 2010
Drumondiano.
Cartas Poéticas.
Amar
Que pode uma criatura senão,entre criaturas, amar?
Amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia, o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade.
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